quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sistema Nacional de Cultura é aprovado e vai vigorar em breve



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O Senado aprovou em primeiro e segundo turno nesta quarta-feira (12) a criação do Sistema Nacional de Cultura (SNC), mecanismo de gestão e promoção de políticas públicas na área cultural, pactuadas entre a União, os estados, os municípios e a sociedade civil. Com votação unânime e quebra de interstício, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 34/2012 foi aprovada em Plenário como resultado da primeira articulação da futura ministra da Cultura, senadora Marta Suplicy (PT-SP), relatora da matéria.

De autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a PEC acrescenta o artigo 216-A ao texto constitucional, criando o SNC e assegurando a transparência e o controle social do setor cultural, a partir da implementação de conselhos de cultura, fundos de cultura e outras formas de participação nas políticas públicas de produtores culturais e da comunidade em geral. O Sistema Nacional de Cultura tem como objetivo ainda uma maior integração das três esferas de política cultural, incluindo administrações municipais, estaduais e o governo federal.

Em seu relatório aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) no final de agosto, Marta Suplicy afirma que, apesar dos avanços obtidos na facilitação do acesso às fontes de cultura, ainda falta ao poder público um sistema que articule as ações culturais dos três níveis de governo. Segundo a senadora, ao se analisar as medidas implementadas na forma de planos, programas e projetos pelas três esferas de governo, percebe-se que a falta de articulação entre as iniciativas resultam em perda de eficiência e desperdício de recursos.

Acordos de cooperação

Para otimizar esse trabalho, o Ministério da Cultura vem firmando, desde 2009, acordos de cooperação com estados, municípios e o Distrito Federal. Com isso, vem sendo montada a estrutura do proposto Sistema Nacional de Cultura: Secretaria de Cultura; Conselho de Política Cultural; Conferência de Cultura; Comissão Intergestores; Plano de Cultura; Sistema de Financiamento à Cultura (com Fundo de Cultura); Sistema de Informações e Indicadores Culturais; Programa de Formação de Gestores Culturais e Sistemas Setoriais de Cultura.

Até o início de agosto deste ano, 1.173 municípios e 22 estados já haviam aderido ao embrião do Sistema Nacional de Cultura, agora oficializado com a nova emenda constitucional.

A futura ministra da Cultura agradeceu a unanimidade na votação e a disposição dos colegas para a quebra do interstício para aprovação da PEC em uma única sessão.

- Gostaria de agradecer a confiança e o apreço dos colegas pelo gesto de aprovar o Sistema Nacional de Cultura, que promoverá a articulação entre os três entes federativos e estabelecerá um padrão de transparência, articulação e sinergia entre União, estados e municípios. A cultura hoje dá grande passo – declarou.

A matéria será promulgada em sessão solene do Congresso Nacional em data ainda a ser marcada.

Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Saudades do Grupo de Pífanos de Quixaba-PE


Quem viveu na época, ainda hoje não consegue esquecer e sente saudade das matines animadas pelo saudoso cabaçal que saia pelas ruas de quixaba tocando suas melodias e acordando a todos no período das festas de São Sebastião e Coração de Jesus. Uma das características  desse grupo era que eles tocavam de ouvido, ou seja, nunca tinham participado de aulas, e outra era o fato de seus instrumentos serem fabricados rusticamente, pelos próprios donos, sem qualquer simetria ou acabamento. O grupo era formado por um quarteto musical com traços folclóricos cujos componentes usavam uma zabumba, uma caixa tipo tambor e dois pífanos. Um dos componentes que mais se destacou foi o chefe do grupo o saudoso João Alexandre Bezerra mais conhecido como João Preto. E ainda podemos destacar os seus irmãos Pedro Alexandre Bezerra, José Alexandre Bezerra, mais conhecido como José Caboclo, José Alexandre conhecido como Zé de Pedro, Sebastião Morais Sobrinho mais conhecido como Tilô e José Pereira de Morais conhecido por Zé de Doca  também entrou no grupo, Sebastião Martiliano, cujo apelido era Bacurim. As melodias tocadas por esse grupo eram apenas instrumentais, e o seu timbre sonoro dava a festa um clima muito especial e característico do povo sertanejo. E quem não se lembra dos noiteiros durante as festividades esperando pelo o grupo em suas casas para tocarem  e trazerem alegria para todos.